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11/06/2006 a 17/06/2006
 
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O CÃO E O COELHO

Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos.
Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. O homem comprou um filhote de pastor alemão.

Conversa entre os dois vizinhos:
- Ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, "pegar"
amizade...

E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais. Eis que o dono do coelho foi viajar com a família e o coelho ficou sozinho.

No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo, o cão levou uma surra!
Dizia o homem:
- O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso!

Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?! Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.
- Será que já descobriram?!
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho, o coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Puxa, que pena, ainda hoje à tarde parecia tão bem...
- Não, ele morreu na sexta-feira!
- Na sexta passada?
- Foi. E antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu!  história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Mas o grande personagem desta história é o horror. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo. E o ser humano continua julgando os outros...
Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu. Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade? Histórias como esta são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
_________________
"Não há olho igual a sabedoria, nem escuridão igual a ignorância, nem poder
igual ao poder do espírito e nem terror igual a pobreza de consciência.


Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho um dia acabou sendo preso.

Algum tempo depois, descobriram que o mesmo era inocente. O rapaz foi solto, após muito sofrimento e humilhação, e processou o homem.
No tribunal, o réu disse ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal assim...
E o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel.
Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa.
E amanhã, volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
-Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem - O vento
deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu:
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado. Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!
"Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de
nossas palavras
".

Certa vez houve uma forte tempestade numa cidade e tudo ficou inundado. Marcos era um fervoroso religioso crente em Deus e nesta tempestade, perdeu tudo na enchente e estava agarrrado a um poste para não ser levado na correnteza da chuva. E ficou ali durante horas agarrado ao poste e com tudo alagado em volta, como se fosse um perigoso rio de alta correnteza.

Marcos rezou para Deus o salvar. Rezou muito.

Em determinado momento, passou por ele um barco pequeno com algumas pessoas dentro e o chamaram para pular para dentro do barco. Marcos olhou, e rapidamente respondeu: "Obrigado, mas Deus vai me salvar."

A chuva foi aumentando, a corrente de água subindo mais e mais e Marcos foi ficando cada vez mais coberto pelas águas. Em outro momento, passou outro barco, mais cheio ainda de pessoas, e chamaram-no para pular. E Marcos, mais uma vez agradeceu e sua fé falou mais alto e novamente respondeu: "Agradeço, mas Deus virá me salvar".

As horas foram passando, a chuva continuava forte e a correnteza já estava alguns metros acima das casas da região. O poste onde Marcos se agarrava já estava completamente coberto. Marcos morreu afogado.

Morrendo, Marcos chegou ao céu e peruntou a Deus: "Oh, meu Deus, por que me abandonaste, por que me deixaste morrer assim?..."

E Deus respondeu: "Ora, Marcos, eu mandei 2 barcos para te salvar por 2 vezes e vc negou meu salvamento".

E assim são as coisas. Muitas vezes nos cegamos com nossas fantasias, achando que as coisas acontecem como nós presumimos que aconteçam e deixamos de aceitar verdades e fatos que nos conduziriam à plenitude, evolução, sabedoria e engrandecimento.


Muitas vezes é mais fácil fazermos como um avestruz que, diante do perigo, prefere enfiar a cabeça num buraco na terra, do que encarar e enfrentar os problemas com coragem. Não seja um avestruz.

 



Escrito por zulma-souza às 15h06
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